—Oh! muito, minha senhora.

—Então aqui tem um romance que a ha de captivar, está cheio de crimes, assassinatos, enforcamentos, torturas, é muito interessante. Angelina já o leu duas vezes; é desde esse tempo que ella tem tido delirio. Mas eu vou-me deitar, porque estou com muito somno; os meus homens dormem já como pedra em poco... vou fazer outro tanto; minha filha está socegada, não tenho precisão de lhe dizer que é mister não a acordar.

—Oh! pode ir descansada, minha senhora.

—Não se esqueça das minhas instrucções: uma colhér de xarope, sómente se ella estiver agitada.

—Sim, minha senhora.

E a sr.ª Proh retira-se. Lisa, que não deixou de trazer trabalho para fazer, senta-se a bordar. Passado algum tempo a doente pede de beber, e Lisa apressa-se a dar-lhe um copo de tisana. Angelina reconhece-a, e diz-lhe:

—Ah! é a menina que me está velando... sim a mamã tinha-me prevenido...

—Como se acha a menina?

—Muito melhor.

—Quer uma colhér de xarope?