—Não, não é preciso... sinto que vou outra vez adormecer; agradecida.
Effectivamente, a menina Proh torna em breve a pegar no somno. Lisa volta ao seu bordado, mas este genero de trabalho cansa muito a vista. Larga-o pois por um momento, e cede ao desejo de conhecer o romance que a sr.ª Proh lhe gabou. Senta-se para isso na grande poltrona; mas, no fim d’algum tempo, quer por fadiga quer por effeito do romance, Lisa adormece profundamente.
São seis horas da manhã quando a sr.ª Proh entra no quarto da filha, e ainda Lisa esfrega os olhos.
—Então, como se passou esta noite? pergunta Celeste. A nossa doente ainda está a dormir, é bom signal.
—Oh! minha senhora, a noite foi muito socegada; a menina só pediu de beber uma vez.
—Muito bem; então não tomou o xarope?
—Não, minha senhora.
—Ás mil maravilhas! Decididamente, creio que Angelina vae entrar em convalescença.
—Minha senhora, visto que está levantada, permitte-me que volte immediatamente para junto de minha avó, não é verdade?