—Sim, certamente, vá, minha menina, nós nos entenderemos a respeito da remuneração pela sua noite de véla.
—Oh! minha senhora, não falemos n’isso, estimo muito ter podido obsequial-a!...
E a joven enfermeira, com a pressa de subir a sua casa, está já na saleta de entrada, quando a voz da sr.ª Proh a chama:
—Lisa, Lisa!...
—O que quer, minha senhora?
—Onde metteu a menina a colhér do xarope!... não a acho.
—Não a acha!... deve estar no mesmo sitio, minha senhora; pois que não tive precisão de me servir d’ella...
—Diz que não se serviu d’ella!... comtudo, a colhér não está já em cima da mesa... olhe, veja a menina...
Lisa vê em cima da mesa, depois debaixo, depois em todos os moveis, em toda a parte, e a sr.ª Proh faz outro tanto do seu lado; mas não se acha a colhér.
—É singular! diz Lisa.