—Está bem, menina, está bem, falarei a esse respeito com o sr. Proh.

Lisa sobe para sua casa muito triste e com os olhos rasos de lagrimas, dizendo comsigo:

—Suspeitarem de ter furtado! oh! é horrivel isto! O sr. Casimiro tinha muita razão em dizer que desconfiasse do mundo! E todavia esta senhora não pode querer affligir-me; mas que foi então feito d’aquella maldita colhér!...


XVI
Mais um caso extraordinario

A sr.ª Proh não falta a contar esta aventura a seu esposo, e o professor exclama:

—Não introduza nunca pessoas estranhas nos seus lares, eu tinha-a prevenido; ahi estamos com uma colhér de menos, por sua culpa.

—Mas, senhor, a menina Lisa não é uma estranha... demais estou bem persuadida de que ella não levou a nossa colhér.

—Então foi a colhér que se foi embora sósinha.

—Eu apalpei-a, revistei-a bem por toda a parte e ella não a tinha.