—A menina está a tremer, diz-lhe o seu braceiro, tem frio?

—Não, pelo contrario, tenho muito calor; mas estou a tremer, porque adivinho ainda uma desgraça...

—Mas, ao contrario, são os seus desgostos que vão acabar, socegue, esta senhora quer que a sua innocencia brilhe aos olhos de toda a gente.

—E como se haverá para isso?...

—E’ segredo d’ella... tenha confiança.

Chegam ao segundo andar. A sr.ª Durmont vem pessoalmente ao seu encontro, e leva-os para o quarto onde a irmã está deitada ha muito tempo.

—E’ aqui que a menina ficará velando, diz ella á sua joven vizinha; tome uma chavena de chá, que lhe ha de fazer bem e conserval-a acordada.

—Agradecida, minha senhora, não preciso de nada.

—Lisa, diz Casimiro, tome o que esta senhora lhe offerece, peço-lhe eu, isso ha-de socegal-a.

—Se o senhor o deseja...