—Boa noite, menina, até ámanhã.
Assim que a sr.ª Durmont se retira, Lisa senta-se n’uma cadeira e pega no seu trabalho, dizendo comsigo:
—Oh! não, não me deixarei dormir, para que durante o meu somno venham ainda tirar a colhér... Ah! se eu tivesse velado sempre, não teria acontecido isso; mas esta lampada allumia perfeitamente, posso bordar.
Casimiro entretanto dirigiu-se ao quarto que lhe foi indicado e que está apenas allumiado por uma lamparina. Encontra alli Ambrosina, que está sentada junto da porta de vidraça; toca um frio cumprimento com ella, dizendo-lhe:
—Agradeço-lhe, minha senhora, o não ter faltado aqui, para ter a prova da innocencia de Lisa...
—Desejo-o muito, porque eu não sou tão má como o senhor pensa; mas confesso-lhe que duvido que se consiga proval-a.
Põe termo a este colloquio a chegada da sr.ª Durmont, que colloco a lamparina muito longe da porta de vidraça, dizendo:
—D’esta maneira, é impossivel que do quarto da minha mana se veja que ha luz aqui, emquanto que nós, atravez d’esta ligeira cortina de cassa, podemos ver tudo o que alli se passa. Olhe, minha senhora, tenha a bondade de vêr...
—Ambrosina põe a cara á vidraça e murmura: