Entram em casa de Ambrosina, e acham a menina Adriana a dormir na sala em vez de estar velando á cabeceira da doentinha; mas Casimiro desperta-a dizendo-lhe:
—Venha comnosco, menina, conduza-nos ao quarto onde Lisa passou hontem a noite; vamos lá achar esse objecto perdido...
—A colhér? ah! isso agora é forte de mais; se eu procurei por toda a parte inutilmente!...
Mas não fazem caso do que diz a creada, e dirigem-se todos ao bonito quarto onde dorme a pequenita. Ahi, Casimiro corre á cama, busca debaixo do colchão de crina e não tarda a soltar um grito de jubilo, tirando para fóra a colhér e mostrando-a a toda a gente.
Então Rouflard pula de alegria, e diz a Adriana:
—Responda a isto, má lingua! parece que não tinha buscado por toda a parte!
—Oh! valha-me Deus! quem é que podia suspeitar que se fosse pôr uma colhér de prata n’este sitio; com que fim?
—Quando uma pessoa é somnambula faz coisas muito mais admiraveis!
—Somnambula?...