—É verdade, ainda ultimamente me deu um rico lenço de seda da India!
—Que edade tem o teu patrão?
—E’ um homem que anda pelos seus sessenta annos, mas não parece, está ainda muito bem conservado!...
—Ah! entendo... estás em casa d’elle para todo o serviço. Ah! ah! esses commodos é que são bons!...
—Ah! tu pensas tolices... pois enganas-te, affianço-te que não é isso...
—Ora adeus! então por que te dá elle presentes?...
—Ah! não digo que elle ás vezes não goste de brincar um pouco, de rir, de me deitar os braços á roda da cintura, mas a coisa não chega nunca aonde tu imaginas.
—Deves perceber que isso para mim é-me indifferente; estás no teu direito de fazeres o que quizeres, assim como o teu patrão, visto que não tem mulher a quem dar satisfações. Elle é viuvo ou solteiro?
—Olha! não sei, que ainda lhe não pergunteí isso... mas preciso sabel-o...
—Ai! Jesus! minha ama que está á espera do remedio... e eu aqui a dar á lingua contigo.