—Faz mal, minha senhora, porque se se tivesse purgado, é provavel que essa borbulha não lhe nascesse no nariz.

—Com que é preciso untar esta borbulha para que desappareça immediatamente? Deve haver algum remedio.

—Minha senhora, advirto-a de que será perigoso; se faz recolher essa borbulha, hão de rebentar-lhe muitas outras n’outros sitios!

—N’outros sitios não me importa, comtanto que não seja na cara.

—A senhora quer?

—Sim, senhor, vou ámanhã a uma soirée... quero ir sem borbulha.

—Então aqui tem ceroto de chumbo, minha senhora, para fazer seccar a sua borbulhinha...

—Oh! muito obrigada, vou untar bem todo o nariz!...

—Só a borbulha, minha senhora... mas previno-a de que lhe hão-de nascer outras...

—Muito bem... farei recolher todas.