—Oh! cale-se! porque é que diz isso?
—É que as suas amigas intimas são todas feias como os peccados mortaes.
—Queria talvez que eu, para lhe ser agradavel, chamasse a minha casa algumas bellezas raras, afim de que o senhor lhes fizesse a côrte mesmo á minha vista!
—Não, eu não lhe peço bellezas raras; a senhora é que prefere as fealdades raras! Oh! mas faça o que entender! a final de contas, isso é-me completamente indifferente.
Ambrosina reprime a grande custo um movimento de impaciencia, depois toca a campainha a chamar a creada grave, que apparece immediatamente.
—Adriana, o café está prompto?
—Está sim, minha senhora.
—Então sirva-o.
—E que venha bem quente, quasi a ferver, diz Casimiro. Ouve, menina? se o posso tomar, não o tomo.
Adriana sae a rir; Ambrosina exclama: