—Quer dizer, o porteiro?
—Porteiro, é verdade... mas foi meu creado e por muito tempo. Isto fal-o admirar, mas é assim mesmo.
Quando eu era amo d’elle dava-lhe ás vezes umas correcções, elle bebia-me os licores, licores da sr.ª Amphoux... da verdadeira, que me mandava a minha Dulcinéa... e hoje, para se vingar, o meu creado, que veiu a ser meu porteiro, deixa-me ficar de noite no meio da rua.
—Oh! mas ha de abrir a porta por força.
E Casimiro vae puxar com todas as suas forças o botão de metal.
Ao barulho da campainha succede a voz do porteiro, gritando:
—Rouflard! se não acabas de tocar a campainha, faço-te despedir ámanhã.
—Não é Rouflard que toca, sou eu... abra immediatamente, porteiro; mando eu!
—Como! é o sr. Casimiro! Oh! perdão, eu pensava que já estava recolhido ha muito tempo. Ah! se eu soubesse que era o senhor, bem sabe que não costumo fazel-o esperar...
Abre-se a porta effectivamente. Casimiro entra, dizendo ao homem que está deitado no chão: