—Conforme! se é coisa que não dê muito trabalho...
—Oh! não dá trabalho nenhum; tractava-se de vir a minha casa servir-me de modelo, quatro ou cinco horas por dia.
—Servir de modelo... para a cabeça?
—Naturalmente, oh! eu não quero senão o seu busto, a cabeça e as mãos.
—Bravo! isso convem-me, oh! convem-me muito! quando quer principiar?
—Hoje mesmo, esta manhã, se o senhor poder?
—Eu posso sempre... todavia...
—Todavia precisa almoçar, comprehendo isso! Tome, aqui tem dez francos adeantados sobre o seu trabalho; vá almoçar, depois venha a minha casa, que eu vou preparar a palheta.
Rouflard levanta-se muito expedito, recebe os dez francos com uma cara radiante, e enfia logo o collete e o paletot, dizendo:
—Ha muito tempo que não tenho um despertar tão bonito. Vamos entrar na extravagancia de comprar uma pouca de pomada de baunilha, para fazer honra ao nosso pintor...