—Não faça despezas de toucador por minha causa, acho-o muito bem assim como está.
—Que bondade a sua. Ah! se me houvesse conhecido outr’ora, nos meus bons tempos! então é que o meu retrato e a minha pessoa eram disputados; mas outros tempos, outros cuidados!
—Perdão, sr. Rouflard, uma outra pergunta, que vae talvez parecer-lhe indiscreta.
—Pergunte á vontade, não faça ceremonias.
—O senhor disse ahi ha pouco que não tinha nem um soldo, e que não queriam já dar-lhe nada fiado. Se não tivesse recebido a minha visita esta manhã, como é que havia de almoçar?...
—Como? ah! sim, comprehendo que isso lhe pareça difficil de resolver! é que o senhor ignora que ha um anjo n’esta casa...
—Um anjo?
—Sim, senhor.
—No predio?