—Senhora Genoveva, eu não sei se comprehendi; perdoe-me se a vaidade me illude; mas, não me posso esquecer de quanto devo ao sr. José Matheus.
E saiu, sem olhar para traz.
No dia seguinte, de madrugada, com o seu alforge arranjadinho, ia pela estrada fóra, sem saber ainda para onde se encaminhava.
Ia começar de novo a vida, mas era indispensavel. Se cedesse, seria o ingrato mais vil d’este mundo; se resistisse, a furia de Genoveva não o deixaria descançado por muito tempo.
A poucos passos de distancia encontrou a José Matheus, que, tendo feito o seu negocio mais breve do que pensava, recolhia cantarolando, como quem vinha nas horas do Senhor.
Luiz não esperava semelhante encontro. José Matheus já o tinha visto, e não havia remedio. Demais foi o lavrador que encetou a conversação.
—Olá, Luiz, tão cedo, ha por lá alguma novidade?
—Nada, não, sr. José Matheus, não ha novidade nenhuma; eu é que...
—Tu é que... embatucaste? Tens alguma cousa, viste bicho?—Tu não estás em ti, desembucha.
—Eu... vou-me embora.