—Acabou, tio Joaquim, atalhou d’ali o João Carriço, que déra provas de impaciencia durante a narração, não tem mais nada que dizer?

—Eu não, e tu? Perguntou o narrador.

—Eu, perdoará a sua palavra honrada, parece me que a historia não vem ao caso do que a gente dizia; pois se o rapaz não fosse tão arisco, ficava com tudo do mesmo feitio; porque eram dois a deixar-lhe... E d’ahi não morria, nem a mulher, nem o homem.

—E parecia-te bonito pagar d’esse feitio os beneficios, que tivesses recebido de José Matheus?

—Olhe, tio Joaquim, lá o lê, lá o entende, mas d’aquelle mal não morreu ninguem; o José Matheus não havia de passar peior por isso.

—Eu te contarei uma historia um dia, e verás se se morre ou não. Sabes que mais, João Carriço, tens ainda a cabeça muito levantada, has de assentar.

—Então sim, tio Joaquim, quando fôr lá para a edade, o que não podér haver, dal-o-hei por amor de Deus.

E como todos soltassem uma gargalhada, o velho suspendeu a sessão, porque percebeu, que por aquelle lado não fazia farinha.