Por fim Agueda perdeu as esperanças de fazer com que fallasse, e ao despedir-se d’elle disse-lhe:

—Adeus, Thomaz, até outra occasião em que estejas de melhores humores. Olha que me não esqueço do favor, que te devo. Adeus!

Ou fosse curiosidade ou interesse, ou mesmo amor proprio offendido, no dia seguinte, pelas mesmas horas, fazia a rapariga caminho pelo sitio onde na vespera se encontrára com Thomaz.

Este estava no mesmo logar, e na mesma posição da vespera, parecia que não arredára pé. Agueda approximou-se-lhe, quasi sem elle dar pela sua presença.

—Adeus Thomaz!

—Adeus Agueda!

—Ainda continuas a estar triste?

—Quem te disse que eu estava triste?

—Não fallas, não cantas, não te meches d’ahi!