—Pois, ámanhã t’o direi; d’hoje até ámanhã pensa tu tambem, e dir-me-has depois, se queres ou não casar comigo.
—E porque não dizes agora?
—Agora... preciso estar só.
E calou-se. Agueda já sabia que era tempo perdido teimar. Retirou-se, olhando muitas vezes para o seu extraordinario apaixonado.
Este não deu por semelhantes finezas. Com os olhos fitos n’um ponto affastado, parecia embevecido em doces contemplações.
No dia seguinte pelas mesmas horas dobrava Agueda o atalho, quando Thomaz, que de longe a avistou, se ergueu para a ir esperar.
Extranho era aquelle procedimento, e tanto mais extranho, quanto a pobre da rapariga, á força de se querer aprimorar, mais feia parecia ainda. Thomaz, porém, nem percebeu a mudança.
Ao approximar-se da arvore, pediu lhe que se sentasse ao seu lado, e com taes modos e tal delicadeza, que ella quasi o desconheceu.
—Que tens, Thomaz, pareces me outro?
—Tenho que te fallar muito sério. Pensaste?