—Mais nada!

—Pois eu vejo mais do que tu.

—Como assim?

—Ha uns poucos d’annos, que passo manhãs e tardes, deitado debaixo d’esta mesma arvore, com os olhos pregados n’aquelle mesmo sitio do ceu.

—E vês?

—Espera. Não ouves o chilrear dos passarinhos, que andam saltitando de ramo em ramo?

—Ouço.

—E não percebes o que elles dizem?

—Ora essa!

—Pois desde que aqui descanço, as aves fallam comigo, e eu entendo o que ellas dizem.