—Thomaz!

—Bem sei que desconfias de mim, Agueda, que talvez me julgaes doido, pateta, como muitos dizem. Não me admira, estou condemnado, e rio-me d’isso.

—Não chamo, não, meu Thomaz; continua.

—Tens espalhado os olhos por esses tapetes de verde, por essas vagas de pão, que ondulam e marejam á feição do vento como as aguas dos rios?

—Se tenho!

—Mas não escutaste ainda os colloquios que segredam as plantas umas ás outras, as espigas ás suas visinhas, quando o vento as encurva, e parece approximal-as tão de perto, como se fossem a beijar-se?

—Valha me Deus, Thomaz, que coisas me estás perguntando!

—Tenho dó de ti, Agueda!

—Porquê?