Seguiam-se os combates, as embuscadas, as fugas, os ataques, sem descontinuarem, sem interrupção alguma. Era preciso homens de ferro para aquella vida, e entretanto, de tal fórma o furor nos trazia incendidos, que ao cabo do mez parecia que mal haviamos começado.
Um dia ao amanhecer, um dos nossos, que andava por fóra veiu avisar-nos de que outra guerrilha se approximava, da qual se contavam proezas inauditas.
Esperámol-a e saimos-lhe a caminho, desejosos de nos medir com esses tão celebrados inimigos.
Durou quatro horas o fogo, batemo-nos como desesperados de parte a parte, até que fugiram em debandada, deixando o campo juncado de cadaveres. Dos nossos a perda fôra consideravel tambem, e Fr. João agonisava com uma bala nos pulmões. Saia-lhe da bocca sangue e espuma, soluçava que fazia horror ouvil-o, e expirou-me nos braços, procurando debalde articular algumas palavras.
Corremos a revistar os mortos que os contrarios haviam deixado insepultos. Entre os cadaveres reconheci meu irmão!...
VI
Estava castigado do que havia feito como guerrilheiro; a minha campanha estava concluida. Tinha corrido ás armas para vingar a morte de meus paes, e arrojava a espingarda homicida diante do cadaver de meu irmão.
Triste periodo da minha vida, entre duas sepulturas; e sepulturas dos meus mais proximos parentes!
A guerra estava a acabar.