—Jesus, homem, tentação do demonio é essa, cruzes! Parte, parte, meu Estevam, mas não te esqueças de mim.

—E tu?

—Eu! Sempre.

—Adeus!

—Não te verei ainda ámanhã?!... Antes do embarque?...

—Não, o que ha de ser seja, quanto mais estiver com demoras, mais me faltará o animo. Adeus Rosa, sê feliz.

—Adeus, Estevam, volta breve.

—Voltar para que? Para te vêr entregue a outrem, que virás a amar, se é que o não amas agora?... Para presencear essa vida de felicidade, que é a minha desgraça, o meu tormento; para comprehender que me illudiste, quando me juraste um amor eterno! Amores eternos de mulher, como as flôres d’este nome, que duram mezes, e que os primeiros sopros do inverno derrubam!...

—Deus te perdôe a injustiça que me fazes!