—Mas o meu André não pôz bocca em v. s.ª para mal.

—E que pozesse! El-rei tambem tem costas, não lhe quizera eu mal por isso, e tanto que já lhe disse, por amor da Chibanta não ha de ser a duvida.

—V. s.ª tambem!... observou André, como em recriminação, levou a mal, uma palavra dita sem maldade nenhuma.

—Como queres que te diga que não, homem? fazes-te André! Já te disse, que está na tua mão, ser tua a Chibanta.

—Ora!...

—Não ha aqui ora, nem meia ora. Ámanhã começas a tomar conta da fazenda, e de caminho descanço eu o meu bocado. Se te avires com ella, e se te mostrares tão prompto de braço como de lingua, virá a ser tua.

—V. s.ª tem vagar de rir, mas um pobre homem como eu, é que nem sempre está de feição: basta-lhe a sua vida, disse André, que não acreditava em tanta generosidade.

—Queres acreditar-me ou não? Bem sabes que não tenho senão uma palavra.

—V. s.ª então!...

—O dito dito, e até ámanhã.