«Meu Alfredo.--A tua convivencia modificou-me fortemente. Comtigo murcharam as doces illusões que outr'ora me sorriam como estrellas do céu.
«Como a flor tristemente pisada pelo pé do viandante, assim o meu espirito succumbiu, sob a influencia do teu halito febril.
«Sem embargo, eu adoro-te, Alfredo.
«Tu polluiste-me as faces com os teus beijos escaldados, profanaste-me o corpo com as tuas paixões impuras, fizeste de mim uma mulher material, viciosa, corrupta.
«Eu pedia-te um amor puro, nobre, immaculado, e tu só me deste um desejo vil, trivial, insensato.
«Que fizeste da minha honra, Alfredo?
«Porque me não amaste d'outro modo?
«E queres-me ainda assim? pois bem: serei tua, tua para sempre.
«A Viscondessa de B***.