A viscondessa, airosamente sentada n'um fofo sophá, volvia os olhos nervosos na direcção da porta do baile.

--Ninguem nos ouvirá--exclamava ella de si para si.

E continuou a fallar para Alfredo, que, a longos passos, percorria a sala de um a outro extremo.

Entretanto a orchestra convidava a uma quadrilha.

Um elegante moço entrou na saleta.

--Venho lembrar a v. ex.a, minha senhora, que esta quadrilha me pertence.

A viscondessa acompanhou-o.

Alfredo só, roia um charuto furiosamente, quando novo ruido o despertou.

Defronte d'elle, e ameaçando-o com um punhal, estava um rapaz, cheio de febre, de odio e de vingança.

--Ouvi tudo--exclamou o intruso. Ou tu me promettes nunca amar a viscondessa, ou eu te assassino aqui, como um miseravel que és.