--Nunca!...--vociferou Alfredo, arrancando-lhe o punhal da mão. Primeiro cahirás tu, desgraçado. Já, já fora d'esta casa.......................


Este incidente, como é natural, perturbou a quadrilha, que então se dançava. Acorreram todos. Os dois contendores haviam desapparecido da saleta.

O baile continuou.

[II]

A Senhora Viscondessa

É uma mulher da moda--chlorotica, anemica, febril.

Olhar vivo, e transparente, como um chrystal. Na sua doce pallidez o que quer que seja das visões de Schiller. No andar, porte altivo, donairoso, esbelto. As longas insomnias, apaixonadas, tornaram-n'a triste e contemplativa, como uma virgem de Murillo.

É viscondessa; faz muitas esmolas e possue trens faustuosos.

Acabam de soar duas horas nos relogios da cidade. Um calor intenso abrasa as calçadas. Corria o mez de Maio de 1859. No Largo de Camões, o sol, batendo de chapa, sobre um telhado visinho, reflectira-se estranhamente nos aposentos da viscondessa.