[198] La Philosophie positive, resumida por Miss Martineau, t. II, p. 446.

[199] Ibid., p. 484.

[200] La Philosophie positive, condensée par Miss Martineau, t. II, p. 486 a 488.

[201] Philarète Chasles indicando este phenomeno, não explica a sua origem: «Que causas sociaes determinaram tambem a sentimentalidade wertheriana, esta moda extraordinaria de chorar sem fim, este obermanismo desesperado que só teve um dominio passageiro em França com Arnaud Baculard, em Inglaterra com o Dr. Young, mas que penetrou até ás ultimas camadas da sociedade e da burguezia allemãs entre 1780 e 1790, e que tanto persistiu que duas operarias gorduchas e dois bons burguezes que se encontrassem em Leipzic ou em Goettingue, não perguntavam um ao outro: Como passaes? mas: Tendes vós derramado copiosas lagrimas? ou então:—Como vão os soffrimentos do vosso coração?—Esta tendencia lagrimejante auxiliou o successo do Werther de Goëthe, e o da Intriga e amor de Schiller; as obras de Kotzebue foram um producto definitivo. Mas onde teve esta tendencia a sua origem?» (Des travaux récents sur le XVIIIme Siècle.)

[202] Cours de Philosophie positive, t. VI, p. 762.

[203] Cours de Philosophie positive, t. V, p. 106.

III
Épocas historicas da Litteratura portugueza

Para formar a Historia de uma Litteratura moderna em especial, importa considerar a nação que a produziu como membro d’esta Republica occidental, analysando as manifestações do seu genio esthetico e deduzindo pela comparação dos typos communs a marcha que seguiu a evolução esthetica da Europa desde a Edade media até ao presente, nas suas relações complexas com as instituições politicas e economicas, bem como com as phases mentaes e affectivas do espirito e da sociabilidade. A um trabalho concreto de erudição tem de seguir-se uma forte abstracção philosophica, considerando a Edade media como o fóco de elaboração do genio esthetico tanto para as linguas e para a poesia como de todo o systema das bellas-artes. Pelo exame da marcha geral da Civilisação europêa no seu movimento de decomposição e por tanto de instabilidade social, se comprehenderá como o elemento classico serviu de apoio provisorio para o exercicio das capacidades estheticas na época mentalmente agitada da Renascença. Todas as phases por que passou a civilisação europêa sob a dissolução do regimen catholico-feudal, actuaram nas fórmas das Litteraturas, umas vezes desviando-as da idealisação dos seus elementos affectivos medievaes para a imitação greco-romana, outras vezes confundindo-os, e por ultimo regressando á origem organica. É este facto fundamental o em que melhor se observa a solidariedade das Litteraturas romanicas, e o que melhor define as transformações que constituem a caracteristica de cada época historica. Assim as épocas da Historia da Litteratura portugueza são semelhantes ás que apresentam as outras litteraturas meridionaes.

PRIMEIRA ÉPOCA
(SECULOS XII A XV)

Preponderancia dos elementos tradicionaes e estheticos da Edade media, e começo de transição para o estudo da Antiguidade classica