Na canção XXV, ha uma 4ª strophe, que é repetição da 1ª; na lição da Vaticana não existe esta forma; evidentemente o editor do Cancioneirinho seguiu aqui o codice madrileno.
Na canção XLV falta esta strophe, que pela lição do texto da Vaticana se vê que é a segunda:
Nom ja em al d'esto som sabedor de m'algum tempo quizera leixar e leix'e juro nom a ir matar mays poys la matam, serey sofredor sempre de coyt'em quant'eu viver, cá sol y cuido no seu parecer ey muyto mais d'outra rem desejar.
Na canção XLVI, falta esta 4ª strophe da lição da Vaticana:
Por en na sazom em que m'eu queixey a deus, hu perdi quanto desejei oy mais poss'en coraçom deus loar; e por que me poz em tal cobro que ey por senhor a melhor de quantas sey eu, que poz tanto bem que nom ha par.
A canção XLVIII encerra a prova definitiva de que o codice madrileno serviu de base da edição do Cancioneirinho, e que esse codice proveiu de uma fonte diversa do da Vaticana; aí se acham essas duas strophes, que faltam no codice de Roma:
O que se foi comendo dos murtinhos
E a sa terra foi bever os vinhos,
Nom vem al Maio.
O que da guerra se foi com espanto
E a sa terra se foi armar manto
Nom vem al Maio.
Por outro lado no codice madrileno tambem faltam cinco strophes, por que são omissas no Cancioneirinho:
O que da guerra se foi com'emigo
pero nom veo quand'a preyto sigo
nom vem al Maio.