—O quê?

—Lhe tenha emprestado algum dinheiro.

—Anda cá dinheiro, que te quero ver. Tambem tu vives de caretas? Lá que elle tenha querido encostar o homem, não me admira, mas que o brazileiro caisse ao tiro... essa é que não pega.

—Que elle está muito contente, é que não ha duvida.

—Já tem o bago na mão, hein? Ora adeus? Se o tivesse, a estas horas ninguem o aturava.

—Não sei falar n'essas coisas. Venham os soberanos e o mais tanto se me dá que a agua corra para baixo como para cima!

—O que parece impossivel é que vossês estejam aqui n'este conluio, murmurando de um senhor que os trata como sua excellencia, disse um velho de perto de setenta annos que acabava de entrar. Aqui estou eu, a quem elle deve mais do que a vossês todos juntos, e ainda não abri bico contra elle.

—E o que tem vossemecê com o que nós estavamos falando? disse o cocheiro approximando-se do ancião.

—Se lhe parece, bata-me, tartamudeou o velho, encostando-se serenamente a um aparador. Se o sr. visconde souber o que se passou, podem ter a certeza que vae tudo para o meio da rua.

—E quem lh'o havera de dizer? acudiu um moço de cavallariça.