—Deixe estar, respondia-lhe a visinha, mais dia menos dia, verá aonde aquillo vae parar.

—Ainda bem que já lhe fiz a cama, quando o outro dia me vieram pedir informações a seu respeito.

—Não sabia d'isso, visinha, não me tinha dito... Quem foi?

—Era um homem que me pareceu assim do trato do mar.

—Desde que se meteu com as fidalgas já não póde andar se não de trem. Saffa, demonio! E não tem medo das más linguas....

—Nem da colera do Senhor, tia Monica, respondia-lhe a visinha, mettendo-se para dentro de casa como se os seus olhos invejosos não podessem resistir ao olhar candido e celeste de Martha, o anjo dos tristes.

Despedindo-se das filhas de Tristão, Martha entrou em sua casa.

Vinha excessivamente pallida. Uma breve mancha azulada, partindo das palpebras inferiores até ás proeminencias malares, tornavam-lhe mais scismadores os seus olhos esplendidamente bellos! Dir-se-hia que se tinha levantado de uma grande enfermidade. O busto, ligeiramente inclinado, dava-lhe aspecto de profunda melancolia.

A Jeronymo arrasaram-se-lhe os olhos de lagrimas.

—Que tem, meu pae? perguntou Martha, approximando-se e beijando-o ternamente na fronte.