—Mas que é isto! Valha-me Deus, minha querida menina, disse a mulher de Jeronymo voltando-se para Magdalena.

—Preciso falar-lhe em particular, e depois, com sua filha. O que me traz aqui, é grave e muito grave sr.ª Balbina.

Esta, fazendo toda a diligencia para que Martha se não apercebesse da presença de Magdalena, leva a para uma pequena alcova que deita para o quintal de Jeronymo, outr'ora tão cuidadosamente tratado, e triste ha uns tempos a esta parte, como o coração do seu cultivador.

—Estamos sós? perguntou Magdalena para Balbina.

—Tão sós que ninguem nos póde ouvir, respondeu Balbina sem comprehender o que se passava em torno de si.

—Em primeiro logar, como está a pobre Martha?

—Mal! bastante mal, minha boa menina, e tanto que, hoje o medico...

—O quê?

—Disse-me que me não illudisse, ajuntou Balbina agarrando se á amiga de sua filha.

—Pobre anjo! exclamou Magdalena apertando-lhe fortemente as mãos. E o que diz elle a respeito da sua doença?