Batendo mansamente á porta do quarto de Jeronymo, ouviu a voz doce e melancholica de Martha que de dentro lhe respondia. Faltou-lhe o valor; foi necessario que Mascatudo o animasse a entrar. Entraram ambos.
Reclinado sobre uma poltrona, Jeronymo dir-se-ia um cadaver.
A seus pés, assentada n'um tamborete, Balbina olhava-o com gesto de profundo desalento, fitando de vez em quando sua filha que de pé os contemplava!
Martha ficou immovel!
—Venho saber da saude de seu marido, disse Manuel para Balbina, extendendo ao mesmo tempo a mão ao mestre de obras.
Este sorriu-se brandamente para o maritimo, apertando entre as suas aquella mão que se lhe offerecia.
—E como se sente?
—Melhor, felizmente, muito melhor! respondeu Jeronymo, olhando ao mesmo tempo para sua mulher, e indicando-lhe que approximasse uma cadeira.
Manuel, pegando na cadeira que Balbina lhe offerecia, sentou-se ao lado do enfermo.
Mascatudo contentava-se apenas em observar os olhos de Martha, buscando em cada movimento descobrir o que lhe passava n'alma.