—Basta o que elle tem feito pelo mestre de obras, ajuntou Lopes de Miranda.

—E quem seria capaz, já não digo de mais, mas de tanto? acudiu o visconde. Isto é que é a verdadeira caridade, sem alarde nem ostentação.

—Tambem, disse Vaz Mendes, quem tem uma fortuna superior a dois mil contos, o que deve fazer senão dividil-a com a pobreza?

—E quantas pessoas conhece o meu amigo, que não são capazes de gastar um ceitil com os pobres? perguntou o visconde.

—Concordo, respondeu o banqueiro, olhando de soslaio para um Salvator Rosa, unica pintura que restava da galeria do conde de ***.

Ao ouvir-se o rodar de um trem, o visconde approximou-se da janella para se certificar se era a carruagem de Tristão que chegava.

Não se enganára.

Deixando os dois convidados, desceu ao pateo para o receber.

Quando entraram na sala foi uma agradavel surpreza para Tristão de Almeida o encontro dos seus dois amigos.

Á hora designada dirigiram-se todos para a sala de jantar, onde um variado e bem servido almoço os esperava.