Um desgraçado, querendo suicidar-se, lança-se ao mar quatro vezes consecutivas, sempre debalde: o mar arroja-o á praia, recusando-se obstinadamente a submergil-o. O desgraçado recorda-se então que traz ao pescoço um escapulario, e atira-se ao mar pela quinta vez, tendo deixado o escapulario em terra. Foi sómente com esta condição que o mar se resolveu a dar cabo d'elle. (Pag. 15.)
Além de livrar de todos os perigos, sem excepção, durante a vida, o escapulario livra completamente das penas eternas depois da morte.
O abbade Guglielmi, auctor do livro intitulado Collecção dos escapularios da Immaculada Conceição, do Rosario, do Carmello, etc., diz terminantemente, a pag. 231, que os demonios se queixam no inferno, pela maneira mais amarga, do grande numero de almas que lhes são arrebatadas pelos escapularios. Parece que não ha dia em que um milhão de diabos não roguem esta praga medonha:—Que nós levemos os escapularios!
As approvações pontificaes de todos os papas, desde João XXII até Pio IX, confirmam cabalmente os poderes attribuidos ao uso dos escapularios.
O escapulario do Monte Carmello tem a propriedade especial de expedir para o ceo o penitente, quaesquer que tenham sido os peccados por elle perpetrados, no primeiro sabbado seguinte ao da sua morte. Facinora que arranje a morrer com o escapulario na sexta feira á meia noite, podem os facinoras seus companheiros esperal-o no purgatorio, que o hão de ver por um oculo!
O uso do escapulario é extremamente commodo: não obriga a encargos de nenhuma especie, salva-nos independentemente da penitencia, da confissão e da communhão. Tambem não priva o penitente de qualquer prazer a que elle se queira dar n'este mundo. Assim o affirma o revd.º Guglielmi. O essencial é não o tirar nunca, nem mesmo quando voluntariamente se vae peccar: é o que mais particularmente prescreve o dito padre Guglielmi.
De todos os escapularios o que mais se recommenda á eleição dos devotos é o do Sagrado Coração de Jesus, porque este escapulario nem sequer precisa de ser benzido. Basta, para dar todas as indulgencias, que elle seja feito pelo modelo approvado pelo nosso Santo Padre Pio IX, do modo seguinte: Sobre um pequeno retalho de lã branca—retalho quadrado ou oblongo, porque sendo redondo, oval ou polygono perde a virtude—applica-se um coração de flanella encarnada, bem talhado e cosido a pesponto, de modo que imite a corôa de espinhos acompanhada de algumas gotas de sangue bordadas a seda. Áparte, em uma tirinha de panno patente, borda-se a ponto de marca, linha encarnada, a inscripção sacramental: Suspende! Está comigo o coração de Jesus!
Ora, podendo cada um em sua casa, no seio da sua familia, fazer um d'estes escapularios, deital-o ao pescoço e ficar livre, para a vida e para a morte, de todos os perigos, de todos os males; podendo cair do alto das torres, atirar-se ás voragens do fogo e do mar, e metter-se debaixo dos raios, sem mais risco do que teria deitado na sua cama, não fará a Nação o favor de nos dizer para que ha de ir um homem a cascos de rolha beber uma agua, que, segundo a mesma Nação, o mais que faz é unicamente dar vista aos cegos e movimento aos paralyticos?
Ha umas tantas coisas que a Nação até devia ter vergonha de as dizer ... O que a Nação precisava era que lhe deitassem um bom escapulario a esse pescoço, para a Nação ficar então sabendo o que são milagres! Porque a Nação não sabe o que são milagres!
Pôr o padre cego a ver e pôr a paralytica a andar não passa de uma habilidadesita mediocre, um bocadito de geito!