Camões nas suas obras allude a muitos romances cavalheirescos. Na Carta II,[36] vem o verso Afuera, afuera Rodrigo, que é o principio do romance XXVI do Romancero do Cid, da edição de Lisboa de 1605, (p. 42) que se intitula: De como se quexa Doña Urraca al Cid por la embaxada que trae del Rey Don Sancho. O verso:
Afuera, afuera Rodrigo
encontra-se em outros romances, como no XXV; e o verso:
El sobervio castellano,
que forma com o antecedente o estribilho popular, tambem se lê no V romance.{[xxxiv]}
Camões allude a outro romance do Cid na primeira Carta escripta da India, citando os dois versos:
Riberas de Duero arriba
Cavalgaran Çamoranos;[37]
Na Comedia de El rei Seleuco, cita o romance do Mouro Calaynos, prohibido pelo Index Expurgatorio de 1624, nos versos:
Ya cavalga Calaynos
A la sombra de una oliva.[38]
Nos Disparates da india cita os primeiros dois versos do romance do Cativo, tal como principia no Cancionero de Romances, de Anvers: