ouve aos sisos
Medo (que assi o confesso) e a uns pontosos
De rostro carregados, e de uns risos
Sardonios, ou mais claro, maliciosos.
Antonio Pereira de Marramaque, senhor de Basto, da familia dos Forjazes e Pereiras, offereceu a Sá de Miranda um exemplar das obras de Garcilasso, quando elle se retirára para a sua casa de campo. Agradecendo-lhe a offerta que o distrahia na solidão, ainda Sá de Miranda se lembra dos esforços que fez para implantar a nova eschola:
Que el son que me aplazia
Por mi hiziesse a plazer a nuestra gente.[20]
E na morte de Garcilasso canta:
Al tan antiguo aprisco
De Lassos de La Vega
Tuyo, el nuestro de Sá viste augmentado.[21]{[xxj]}
A eschola italiana, fundada por Sá de Miranda, teve por adeptos a Pero de Andrade Caminha, a Ferreira e Bernardes, que se proclamaram discipulos do poeta. Caminha envia-lhe os seus versos, para
que os queiraes vêr
E riscar, e emendar, porque emendados
Por vós, possam andar mais confiados
Do que por meus poderam merecer.[22]
Dom Manoel de Portugal tambem lhe envia poesias suas para serem revistas:
Por isso ante vós vão tão confiadas,
Rarissimo Francisco, e excellente,
A rudeza do estylo differente,
E as incultas estanças desornadas.
Diogo Bernardes como estreia do anno novo envia-lhe uma copia das suas Flores do Lima, como se deprehende do soneto XXIV: