Outras canções vasconças conservam o mesmo estribilho, tantas vezes considerado como um individuo:
Eta lelori bay lelo...
Etoy lelori bay lelo, leloa çaray leloa[35].
Na poesia popular portugueza ainda se encontra em Coimbra e Açores o estribilho:
Lari lole
Como vae airosa,
Com a mão na transa,
Não lhe caia a rosa[36].
Tudo isto se liga a um veio perdido da poesia primitiva da grande raça turaniana, como se confirma por um canto funebre da Irlanda sempre acompanhado como o estribilho ullaloo[37]. A demonstração torna-se mais rigorosa desde que este mesmo estribilho apparece entre raças isoladas, de origem turanica.
Diz o Abbade Bertrand: «Os Chulalanos nas suas festas cantavam, dansando em volta de Teocalli (casa de Deus) um canto que começava pelas palavras tulanian, hululaez, que não pertence a nenhuma lingua actual do Mexico... O grito de alegria dos Kaulchadales, alkalalai, lembra tambem a mesma fórmula pelas ultimas syllabas...» Os saxões caminhavam para a guerra ao grito de alelá, grito que é ainda o haleli das caçadas. Em uma canção portugueza do Cancioneiro da Vaticana, se repete Edoy (Etoy) lelia, leli, leli. Como se explica a persistencia d'este refrem primitivo, ao passo que se foi perdendo o genero poetico? Sabe-se que o Arabe trouxe para a peninsula um grande numero de superstições turanianas, e assim fez reviver formas quasi extinctas da civilisação que trazia; a Serranilha é de designação arabe, como os Fados, (Huda) e um dos sete atributos que os derviches repetiam frequentes vezes ao dia era: La ilahi ill'Allah (não ha deus senão Allah), que parece quasi o estribilho gallego moderno: Alalála, lála la.