Mais quero ao pôr do sol que á rósea aurora;
Mais que ao botão acceso, á flor que pende;
Mais que ao peito que lucta, ao que se rende;
Mais que ao riso feliz, á voz que implora.
Não sei que tem a pallidez do outono,
E o frémito das folhas desbotadas;
Lembra-me em noites no prazer passadas
Um sonho de ternura antes do somno.
Alguma cousa vaga e transparente
Que enlaça co'a visão a realidade,