P’la honra de seres honrada.
Nossa Senhora do Pranto
Era quem a pranteava;
No seu pranto, que dizia:
Domingo de madrugada
Vieram sete demonios,
Dormiram em tua casa
Para levarem teu pae
P’r’o inferno em corpo e alma.
Aqui está completa a versão apontada por Garrett, de que apenas deixou alguns versos (Rom. t. II.) É um facto curioso vêr como o povo vae confundindo os romances, produzindo inconscientemente situações novas. O nó da acção é imitado pelo povo dos romances do Conde de Allemanha. Nossa Senhora do Pranto, que vem prantear a desgraçada, dá ao romance uma côr de alta antiguidade; era um velho uso de Portugal, já prohibido no tempo de D. João I.