—Ai, sim!

—Que posso fazer?

Calaram-se um momento. Ebeneser continuou:

—Só uma cousa devo fazer agora. Partir.

—E eu, morrer. Oh! eu quizera qne não houvesse mar, e só houvesse o céo! Parece-me que isto arranjaria tudo, e a nossa partida seria a mesma. Não devia fallar-me. Porque me fallou? Que será agora de mim? Digo-lhe que hei de morrer. Ha de ter ganho muito quando eu estiver no cemiterio. Oh! tenho o coração despedaçado. Desventurada que sou! E meu tio não é máo, comtudo.

Era a primeira vez na sua vida que Deruchette dizia fallando de mess Lethierry, meu tio. Até então sempre dizia meu pai.

Ebeneser recuou um pouco e fez um signal ao bateleiro. Ouvio-se o ruido de um croque nas pedras e o passo de um homem no bote.

—Não! não! gritou Deruchette.

Ebeneser approximou-se della.

—É preciso, Deruchette.