E o general Curado? Joaquim Xavier Curado? Quem se recorda mais d’elle? Grã-cruz do Cruzeiro, commandou em chefe exercitos e ganhou batalhas campaes. Veiu á luz do dia em Jaraguá. Como é que um cidadão goyano nascido tão longe, no miudinho arraial do Conego, foi fazer o diabo e pintar a manta no Rio da Prata, malhando sem tregoas nos castelhanos, dando-lhes bordoeira de crear bicho e trazendo-os de canto chorado, é o que custa crêr. Tenham, porém, paciencia; ahi está a historia, que não me deixa mentir.
E tantos outros!
Uns conegos, padres, outros presbyteros seculares; emfim, renque de gente do mais subido valor e posição e que deixou numerosa e estimavel prole.
O certo é, que, em Goyaz, predomina muito o sentimento aristocratico e separação de castas. «Não sou filho das hervas», diz lá todo cheio de si um d’aquelles mortaes e, firme n’isso, ninguem o faz arredar pé.
Pois o nosso Dʳ Anselmo de Sá era d’esses que não tinham sido achados debaixo de um pé de couve e de tudo tirava não pouco orgulho, olhando aos mais bem do alto da sua importancia e com ares de sincero pouco caso por meio mundo.
De que lhe serviu, porém?
Foi botar os luzios na ciganinha, e zás! ficou pelo beiço, logo, no dia da chegada, pela tardinha, tal qual um lambarysinho do Paranahyba, fisgado na bocca por apontado e despiedoso anzol.
Isso não no rio, mas na novena que se estava rezando na igrejinha, por signal que o sacristão, o Quincas Malhado, já de miolo molle, fazia vezes de padre e puxava as rezas e ladainhas n’um latinorio levado da bréca e que o Padre Eterno, apezar do seu polyglottismo, custaria bem a entender.
Lá estava a nossa Gêgéca a encher a carunchosa matrizinha com as irradiações e o esplendor da sua belleza.
Tambem foi o doutor pregar-lhe o olho em cima e ficou tonto, tonto, abestalhado, bestificado, historica palavra do Sr. Silveira Lobo—Aristides, o justo.