Babita rematava taes conversas que muito se repetião com este estrebilho:

—Deixe estar, mamãesinha, eu hei de me casar.

Quando Juca Ventura procurou travar conhecimento na casa, D. Cula se mostrou meio carrancuda. O rapaz tinha modos direitos e a sua fama era boa; mas ella não era mulher de se fiar em apparencias e na voz dos outros.

Fez cara de poucos amigos e observou de parte a filha.

Vio que Babita corava de cada vez que o moço, todo aceiado e faceiro, passava por diante da janella e comprimentava com muito respeito as pessoas que lá estivessem: vio que elle cruzava por demais n’aquellas paragens, e ficou aborrecida, não por ser elle tropeiro, mas por poderem as suas passadas dar na vista dos outros e trazer fallatorios.

Juca Ventura não vinha francamente tocar em negocios de casorio, e a menina parecia estar se inclinando muito por elle.

D. Cula, pilhando-a uma vez a seguir com os olhos o tropeiro por entre as frestas da rótula, chamou-a a contas, mas com toda a prudencia, porque era pessoa de experiencia e bem sabia que com mulheres enrabichadas[22], não se deve apertar muito.

—Vem cá, filha, disse ella, parece que por esta rua anda muito um sugeito que quer se engraçar com você.

—Eu não sei, respondeu Babita com susto que pareceu de máo agouro á mãe.