Contou que Juca Ventura tinha partido, com effeito, mas não sem que ella lhe dissesse duas palavrinhas.
—E então? perguntou a moça com receio.
—Então elle ficou muito admirado e meio corrido, quando vio que eu estava corrente com as suas passadas, mas, fallando com franqueza, não pude saber se elle quer bem ou não a você.
—Quer, mamãe, quer! exclamou Babita pegando logo fogo. Tenho toda certeza.
—É bom não pensar assim... Emfim elle ha de voltar, e saberemos então se é o que você julga d’elle, ou se não passa de um marióla que hei de pôr a tinir como aquelle filho do capitãosinho.
N’isto parou a conversa, e durante muitas e muitas semanas não se fallou n’aquella casa em Juca Ventura.
A mocinha estava um pouco macambuzia: não chegava á janella e não queria sahir, mas comia com vontade e não parecia começar a ficar magra.
Durante este tempo, o nosso tropeiro seguia o seu caminho, jururú e abatido. Se cantava, era com uma vóz abafada que fazia ainda mais triste a solidão.
Estava apaixonado ás direitas, e a casa de D. Cula e o rosto da namorada não lhe sahião da memoria.
Quantos suspiros lhe rebentavam do peito! Era uma cousa sem conta, e se no serviço não afrôxava é porque só no trabalho achava algum consolo.