—Tudo estava muito bom, observou Meyer, se caixa não abre e atira no buraco meu trabalho...
—Ora, ficará para amanhã, consolou philosophicamente o camarada.
Pereira, acalmado o frouxo de riso, approximara-se de Cyrino e lhe falava a meia voz:
—Ah! doutor, tive uma vontade de deixar este allamão sumir-se no socavão!...
Se não fosse meu hospede, emfim, e recommendado de meu mano, palavra de honra pinchava-o de uma vez no inferno...
Não sou nenhum pinoia[85]...
—Mas porque? indagou Cyrino simulando admiração...
—O Sr. ainda me pergunta?... Porque o homem não me faz senão falar em Nocencia... Outra vez me disse que ella era muito bonita e mil cousas ... perguntou se estava casada, se não; que era preciso casar as mulheres para bem dellas... Eu lá sei o que mais?... Isto é um bruto perdido ... um namorador!...
—Qual, Sr. Pereira!...
—É o que lhe digo!... Por acaso sou cobra de duas cabeças[86] que não veja?!... Ah! que peso uma filha! Ah! E então uma menina que já está apalavrada... Isto é uma anarchia[87]! Que diria meu genro, o Manecão?...