E Garcia parou offegante, empallidecendo muito.
—Dê-me agua, exclamou elle, agua ... pelo amor de Deus!... Pudesse agora ... ser o meu dia. A minha garganta ... está que nem fogo!...
E agarrou-se aos arreios para não cahir no chão.
Cyrino correu a buscar agua.
—Onde hade ser? perguntou Pereira.
—Onde queira, respondeu o outro com pressa, veja que aquelle christão está soffrendo...
—Ah! leve a caneca de louça... Depois a quebraremos...
Com sofreguidão tomou o lazaro o vaso, bebeu de um trago e pareceu melhorar.
—Foi um vágado, disse reassumindo aos poucos a calma. Mas, como lhe contava, certeza tinha eu do mal. Agora, só quero saber uma coisa e vou-me de partida. Este mal ... pega, doutor?
—Pega, affirmou Cyrino com tristeza.