—Amor é soffrimento, quando a gente não sabe se a paixão é acceita, quando se não vê quem se adora: amor é céu, quando se está como eu agora estou.
—E quando a gente está longe, perguntou ella, que se sente?...
—Sente-se uma dôr, cá dentro, que parece que se vae morrer... Tudo causa desgosto: só se pensa na pessoa a quem se quer, a todas as horas do dia e da noite no somno, na reza, quando se ora a Nossa-Senhora, sempre ella, ella, ella! ... o bem amado ... e...
—Oh! interrompeu a sertaneja com singeleza, então eu amo....
—Você? indagou Cyrino sofregamente.
—Se é como ... mecê diz...
—É ... é ... eu lhe juro!...
—Então ... eu amo, confirmou Innocencia.
—E a quem?... Diga: a quem?
Houve uma pausa, e a custo retrucou ella, ladeando a questão: