—A quem me ama.
—Ah! exclamou o joven, então é a mim ... é a mim, com certeza, porque ninguem neste mundo, ninguem, ouviu? é capaz de amal-a como eu... Nem seu pae ... nem sua mãe, se viva fosse... Deixe falar seu coração... Se quer ver-me fóra deste mundo ... diga que não sou eu, diga!...
—E como ia mecê morrer? atalhou ella com receio.
—Não falta pau para me enforcar, nem agua para me afogar.
—Deus nos livre! não fale nisso... Mas, porque é que mecê gosta tanto de mim? Mecê não é meu parente, nem primo, longe que seja, nem conhecido sequer... Eu lhe vi apenas pouco tempo ... e tanto se agradou de mim?
—E com você ... não succede o mesmo? perguntou Cyrino.
—Commigo?
—Sim, com você... Porque é que está acordada a estas horas? Porque é que não pode dormir? ... que a cama lhe parece um brazeiro, como a mim tambem parece?... Porque pensa em alguem a todo o instante? Entretanto, esse alguem não é primo seu, longe que seja, nem conhecido sequer?...
—É verdade, confessou Innocencia com doce candura.
Depois quiz emendar a mão: