—Innocencia, exclamou, pela salvação de minha alma lhe dou juramento: nada de mau fiz para prender o seu coração... Se você me ama, é porque Deus assim mandou... Sou um rapaz de bons costumes... Até hoje nunca tinha amado mulher alguma ... mas não sei como deixar de amar uma moça como você... Perdoe-me; se você soffre ... eu tambem padeço muito... Perdoe-me...

Alçara o mancebo um pouco a voz.

De repente Innocencia estremeceu.

—Não ouviu ruido? perguntou ella com terror.

—Não, respondeu Cyrino.

—Alguem acordou lá dentro...

—Pois ... então vá ver ... o que é ... e se não for nada, volte... Aqui a espero, escondido á sombra da parede...

Minutos depois, reappareceu a moça.

—Não vi nada, disse.

—Então foi abusão.