Sentando-se então ao lado de Cesario, narrou-lhe tudo, o desespero que o minava, a certeza que tinha do amor de Innocencia e a implacavel sentença proferida por Pereira.
Ouvia-o Cesario attentamente. Só de vez em quando deixava escapar esta exclamação:
—Ah! mulheres!... mulheres! É a nossa perdição.
Depois que Cyrino acabou de falar, encarou-o detidamente e, com ar severo, perguntou:
—Fale-me a verdade, doutor, o senhor nunca trocou palavra com Innocencia? Nunca esteve só com ella?
—Estive, respondeu o outro meio receioso.
As faces de Cesario subiu uma onda de sangue.
—Então, roquejou elle, a desgraça...
—Deus meu, atalhou Cyrino com fogo, caia a alma de minha mãe no inferno, se Innocencia não é pura ... se...
Conteve-o Cesario com um gesto.