Erguera-se tambem, cara a cara com Cesario:

—Mate-me, bradou elle, mate-me... É um favor que me faz... Dê cabo desta vida desgraçada.

Já arrependido do gesto que fizera e um tanto corrido da sua precipitação, replicou o outro todo sombrio:

—Não tenho razões para matal-o... O Sr. nunca me fez mal...

—Não, proseguiu Cyrino meio desvairado, peço-lhe por favor... Se o Sr. tem caridade, e é bom, se gosta de seus filhos, se tem pae e mãe no céu ... por tudo isso eu lhe peço de joelhos! mate-me ... mate-me!

E deixou-se cahir aos pés de Cesario, occultando a cabeça entre as mãos.

Contemplou-o largos instantes o mineiro com surpreza.

Inclinando-se para o moço, bateu-lhe no hombro e quasi com brandura lhe disse:

—Que historia é essa, doutor?... Isso é loucura! Conte-me o que ha... Quero saber se a sua bola está gyrando ou não. Sou homem do sertão, mineiro de lei ... mas sei tratar com gente...

A estas palavras, recobrou Cyrino algum alento e pôz-se de pé.