Não desanimou o mancebo.
Falou por muito tempo com verdadeira eloquencia, appellando principalmente para a protecção que todo o christão tem obrigação de dispensar ao ente que leva á pia baptismal, a seu segundo filho, ao pagãosinho por quem o padrinho se torna responsavel perante Deus.
Feriu o sentimento religioso do mineiro e commoveu-o.
—Não me falle assim, contrariou este, o senhor quer ver se me puxa para o seu lado... E quem me assegura que, Nocencia gosta tanto da sua pessoa?... Quem?
O coração está-lh'o dizendo baixinho, respondeu com calma Cyrino. O senhor, que é homem de honra, acredita que eu esteja mentindo? Que tudo isso é falso? ... diga, acredita?
Cesario tartamudeou:
—Sim... Assumpto verdades, mas...
—Ah! exclamou Cyrino, o Sr. sente a consciencia bater-lhe que sua afilhada está desamparada, que vae ser sacrificada ... e agora tapa os ouvidos e diz: Não quero ouvir, não quero cumprir a minha palavra! Porque a deu então o Sr ... essa palavra de honra de que tanto fala?... Nossa Senhora que a proteja ... que a tire deste mundo... Isso ha de pesar-lhe no peito ... e, quando um dia tiver noticia que Innocencia morreu de desgostos, ha de dizer lá comsigo que ajudou a cavar-lhe a sepultura.
Estava Cesario abalado: com verdadeira anciedade retorquiu:
Que historias me conta o Sr.? Eu mettido no meu canto ... vivendo tão socegado ... não bulindo com ninguem, e agora anarchisado por estes mexericos!... Quem o mandou vir cá?